Adesivos anaeróbicos


O que são Adesivos Anaeróbicos

Evitam que os componentes metálicos se afrouxem devido à vibração e protegem as juntas contra a corrosão e a oxidação.

Os adesivos anaeróbicos preenchem por completo os espaços entre os componentes. São usados normalmente para aumentar a capacidade de vedação ou fixação de uma junta montada mecanicamente. Os adesivos anaeróbicos LOCTITE® incluem fixadores de roscas, vedantes de roscas, fixação e vedantes de juntas.

Como Funcionam os Adesivos Anaeróbicos LOCTITE®

Os adesivos anaeróbicos permanecem líquidos até serem isolados do oxigênio na presença de íons metálicos. Embora as aplicações para os adesivos anaeróbicos possam ser muito diferentes, na maioria dos casos o adesivo proporciona uma alta resistência ao cisalhamento e à temperatura. Os adesivos anaeróbicos fixam em poucos minutos à temperatura ambiente e curam completamente em 24 horas. A cura completa dos adesivos anaeróbicos pode ser alcançada mais rapidamente através de uma exposição a curto prazo ao calor (por ex., 30 minutos a 120° C).

Adesivos anaeróbicos resistem a altas temperaturas

Descrição do adesivo

Aplicáveis nos segmentos metalúrgico, automotivo e de manutenção, estão disponíveis em 14 tipos, divididos em quatro linhas: Trava Rosca, Fixação Cilíndrica, Vedação de Tubos e Elimina as Juntas. Apresentam diversos graus de viscosidade e resistência à vibração, fluidos e altas temperaturas; previnem vazamentos e não contaminam sistemas hidráulicos e pneumáticos. A vedação é feita por processo químico desencadeado quando há ausência de oxigênio na presença de íons de metal, e o tempo de cura é de aproximadamente 15 min.

As tecnologias de adesivos anaeróbicos ainda podem melhorar?

Os adesivos anaeróbicos foram descobertos em 1956 por Vernon Krieble, fundador da Loctite® (hoje marca do grupo Henkel).

Desde então, diversas empresas se dedicaram à produção de adesivos com esta tecnologia, que revolucionou a manutenção industrial ao garantir processos de travamento, vedação e fixação muito mais confiáveis e duráveis do que os sistemas mecânicos.

Mas desde então o que mudou? Apesar de hoje poderem ser encontrados no mercado muitos produtos essencialmente com a mesma formulação descoberta por Krieble, também houve muitos avanços por parte dos fabricantes de adesivos industriais.

Os principais:

Pré-aplicação em parafusos: para linhas de produção robotizadas ou parcialmente mecanizadas, aonde o parafuso já vem com uma fina camada sólida aplicada sobre suas roscas. Dentro desta camada existem microcápsulas contendo o ativador do adesivo na forma líquida. Quando o parafuso é rosqueado, as microcápsulas são rompidas, liberando o ativador e iniciando a reação no local e momento correto, permitindo que este parafuso convencional se torne um elemento de fixação auto-travante.

Anaeróbicos em bastão (sticks): numa formulação especial, semi-sólida, que permite a aplicação em menor quantidade, sem escorrer, garantindo um acabamento perfeito. Além disso, permite aplicações de cabeça para baixo e em outras posições e locais de difícil acesso. Alguns profissionais de manutenção também gostam deste tipo de apresentação pois ela cabe no bolso e está sempre à mão para um reparo ocasional.

Fita de anaeróbico: uma novidade bem recente, que buscou unir a praticidade do formato de fita com a eficiência do adesivo anaeróbico. O processo de aplicação é o mesmo, enrolando e montando o parafuso ou conexão rosqueada. Só que ao contrário da fita de PTFE que não adere nem penetra nas reentrâncias do material , esta fita libera adesivo na forma liquida, de modo similar ao pré-aplicado. Alíás, esta tecnologia pode ser considerada como um pré-aplicado do tipo “faça você mesmo”, pois pode-se enrolar a fita nas conexões e deixá-las prontas para uma aplicação posterior.

 

E mesma a tradicional apresentação líquida possui inovações. Existem fórmulas hoje que são muito mais resistentes ao calor e tolerantes ao óleo. Porque a tolerância ao calor é importante: a temperatura de trabalho de diversos equipamentos ou tubulações (com conexões rosqueadas ou flanges) excede a temperatura de fórmulas anaeróbicas mais antigas, e provoca como consequência o desgaste prematuro da adesão, provocando vazamentos ou no caso de parafusos, sua soltura. 

Porque a tolerância ao óleo é importante, contaminantes podem impedir o pleno contato do adesivo com as superfícies a serem aderidas, e um dos principais contaminantes em ambientes industriais é o óleo. Acontece que nem sempre é possível eliminá-lo completamente da peça e nesse caso, existem hoje formulações anaeróbicas que permitem eficiência mesmo quando o óleo está presente. Outra melhoria em fórmulas mais recentes, é a performance em metais inertes, tais como alumínio e aço inox, aos quais os adesivos reagem menos e portanto também tendem a retardar ou prejudicar a cura do adesivo anaeróbico. Hoje já é possível encontrar no mercado fórmulas de alta performance para esses casos.